Eu não sei...
Na verdade eu nunca sei de muita coisa. Eu apenas sinto!
Dia 1222!
Dia 1152!!
2026 - 98/365!!!!
A senhorita J - chamarei-a assim para preservar-lhe a identidade - nunca foi mencionada aqui!
Pela vida, encontramo-nos num tempo pretérito e nossa interação foi tímida mesmo e bruscamente interrompida pela morte de uma pessoa que ambos tínhamos bons sentimentos.
Eu então me afastei dela e de todo mundo que poderia fazer-me lembrar dele que pudesse produzir alguma dor, pois naquele tempo, eu não era tão tolerante à dor como hoje!
Considero que perder contato com ela foi de fato necessário e mais à frente, explico!
Fiz essa introdução porque desde tempos anteriores a este, a senhorita J já tinha um cheiro que eu conheço à prestação! Sim, desde ali ela cheirava liberdade! Senhora de si!
Vejam, não digo aqui que ela hoje não tenha suas cicatrizes de uma vida cheia de batalhas, sim, elas estão lá e aparecem em microssegundos...
E quem não tem cicatrizes????
Mas na maioria das vezes, ela é isso ai: LIVRE!!!
A senhorita J é uma dessas pessoas raras que a gente tem, por viver muito, o privilégio de conhecer! O meu cabelo já prateado já viu muita gente, mas poucas como ela! Que tem cheiro de terra molhada depois da chuva, que é aquele beijo do spider do Garfield na Gwen, que tem cheiro de pão frequento na mesa, raio de sol numa manhã qualquer, cheiro de lar, de lugar que se pode voltar e, se você ousar chegar muito perto, fatalmente será infectado de vida!
É um privilégio redescobrir a senhorita J nesse tempo kairós, justamente porque eu estou maduro pra ver tudo isso nela, que vai treinar silenciosa, somente ele e seus fones contra o mundo!
Pra mim poder ver e esporadicamente poder conversar e aprender com ela é um desses presentes que a vida te dá e hoje ela me disse: "às vezes é preciso deixar-se ser mais ou menos" e talvez nessa frase o universo ou seja lá que o regenerativo, me tenha dito pra só viver e esquecer um pouco as regras e modos condutae pra só me permitir o erro, o elogio quando for o caso e a "entrar de férias" ansiando curtí-la!
De fato, ter a senhorita J, mesmo assim aleatório é dádiva!
Espero que nenhum outro trágico evento nos afaste!
Eu quero viver para testemunhar que ventos ela vai fazer no futuro à volta dela e quantos mais vão perceber que ela é agente infeccioso de vida em mim e em quem perto dela ousou chegar!
Foi um bom dia afinal!

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