Eu não sei....
Na verdade eu nunca sei de muita coisa. Eu apenas sinto!
Dia 853!
Dia 823!
75/365!!!!
Sobre ontem....
Quarta-feira feira complicada que terminou fofa! Ou nem tanto assim!
Sentei pra tomar café cedo!
O silêncio das manhãs é maravilhoso....
Todos os sons: o café sendo feito, o ovo sendo frito enquanto a ricota está sendo posta no pão integral....
Paro para um gole generoso de água.
Ouço os pássaros, o barulho das gatas quebrando cada pedaço de ração nos dentes....
Há muitos barulhos, mas a harmonia entre eles não rompe o silêncio, a quietude do começo do dia!
Hoje foi um dia importante....
Café da manhã pronto, leio as notícias enquanto como um mamão.
Pois é, agora eu como mamão!
Enquanto leio, só o som do meu mastigar rompendo o silêncio, saboreio meu café numa paz absurda.
Até que uma voz familiar me chama....
Adeus silêncio....
Os cachorros latem, e toda aquela paz do início da manhã vai literalmente para a casa do caralho antes que eu morda o último pedaço de pão com ovo a la Gracyanne Barbosa!
Era o pai dois me chamando pra resolver um problema que me chegou na noite anterior!
Noite passada quando mamãe chegou da rua, alegou um cheiro de animal morto no quarto. Fui ver e havia sim o cheio de morte na alcova, mas não era forte e não dava pra precisar exatamente onde estaria o jazido (a).
Mas pela manhã assim que acordei, com sono, fui ao lado da casa pra ver se via o portador de odor tão ruim...
Graças aos céus esse cheiro não chegava à cozinha!
E mesmo indo até lá, não vi a fonte do cheiro ruim e só quando o pai dois veio me dizer, foi que fomos resolver.
Era uma fêmea de canis cordatos, vulgarmente conhecida como cachorro, uma bulldog de cerca de dois anos. Largada no lado da casa da tia Zana.
Abrimos a cova....
Animal estava prestes a explodir devido aos gases funestos..
Mas junto da mantinha com a qual foi abandonado seu corpo, à colocamos para descansar na eternidade.
Ainda tenho dificuldade de aceitar que um animal seja apenas descartado num lugar qualquer por quem prometeu cuidar deles. São poucos os momentos em que eu mataria outra pessoa ou desejo matar outra pessoa. Esse é quase top 1 entre todos!
Mas o dia foi correndo, o tempo bom foi me animando. Cumpri os deveres laborais, comi, ouvi o julgamento do fudido. Enfim, seguiu o dia e quando chegou a hora de ir treinar, havia tempo!
Calmamente tomei um banho, coloquei os paramentos, me vesti, escovei os dentes, coloquei as lentes. Tomei a creatina, fiz um afago no Chu. Tranquei portas, revi o protocolo para ver se não ficou nada que não precisasse ficar ligado, peguei os gadgets, garrafa de água e saí!
Normalmente o tempo não me deixa chegar muito cedo, mas hoje deu. Caminho tranquilo pelas ruas até chegar no local do treino. A praça está meio vazia. Algumas alunas de um colégio particular se aproximam depois que sentei e fiquei esperando a hora de começar.
Uma das pessoas que treina na minha turma chega, puxa assunto bem aleatório, como conheço muitos, começo começo discorrer sobre religião e artes marciais. As alunas peram ouvir. Em cinco minutos estamos todos conversando. Na verdade eu falando e eles perguntando. Resolvo encerrar e sair...
Era hora de treinar, mas durante essa conversa inesperada e informal, vi um homem, cerca de 50 anos. Parecia um pouco cansado, mas estava lá brincando com uma menininha. Filha, neta, não sei, mas ambos pareciam estar bem divertindo.
Achei fofo...
Esse homem tão cansado no seu andar tava ali cuidando da criança e criando boas memórias com ela.
Pena que não viverei isso...
Não com meus filhos porque eu perdi a última chance.
Isso foi fofo, depois o Célio fez a chinela cantar e o treino comeu pesado no lombo, mas graças a ele tenho estado livre se lesões e estou evoluindo nas corridas!
Vou seguindo!

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