Eu não sei...
Na verdade eu nunca sei de muita coisa. Eu apenas sinto!
Dia 856!
Dia 826!
78/365!!!
Um dos itans mais bonitos da cultura do candomblé é o que fala sobre Oxalá!
Reza a lenda que Oxalá resolveu ir visitar Xangô, que era o quarto Alafin do Reino de Oyó. Ele resolveu consultar o Babalaô e seu Ifá e havia um presságio de mau agouro em seus caminhos. Como Oxalá estava decidido a ir até Xangô, o babá o aconselhou a fazer uma oferenda para que Exú lhe abrisse os caminhos e a viagem fosse bem sucedida, mas negando os avisos do babá em meio a sua arrogância, Oxalá foi assim mesmo.
Lá pelas tantas, o dono dos caminhos apareceu a Oxalá que havia levado quatro mudas de vestes brancas para estar na casa de Xangô e disfarçado de várias pessoas em necessidade, fazia Oxalá o ajudar a carregar coisas como vinho de corda, dendê e carvão e sempre o obrigando a trocar de roupas. Como estava todo sujo por ter trocado todas as mudas de roupas, Oxalá acabou seguindo até o reino de Xangô, mas por uma peça de Exú um cavalo que ele havia dado de presente à Xangô em outra ocasião fugiu e foi encontrado por Oxalá, que decidiu levá-lo de volta ao seu dono, mas ao chegar perto do reino, por estar sujo, foi confundido com o ladrão do cavalo e foi jogado na prisão por 7 longos anos.
O problema era que ele havia sido preso mesmo sendo inocente. E por causa dessa injustiça, toda sorte de desgraças se abateram o reino de Xangô. Mortes, fome, peste, pragas nas lavouras e isso deixou Xangô desesperado e indo consultar o búzio de ifá, ouviu do Babalaô que havia alguém sofrendo injustiça em seus reino e que isso deveria ser reparado.
Procurando, Xangô encontrou Oxalá na prisão, magro, rasgado e perto de morrer. O retirou dali, mandou que todos os Alafins do reino trouxessem as águas para lavar Oxalá e lhe deu vestes novas, o alimentou, e o carregou de volta à sua casa nos ombros para se desculpar por tudo que havia passado.
O ritual das águas de Oxalá rememora esse itan!
Dizem que todos os Orixás era pessoas como nós antes de se tornarem divindades o Orum.
Na verdade a moral dessa história é que, no fim das contas, antes de a gente virar deuses, a gente precisa se fuder muito no processo!
Que a justiça de 'Sangó' nos alcance!!!

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